30 de junho de 2010

Adoro...

- Quando se enganam no troco e me dão dinheiro a mais (sim, não sou uma anjinha que diga "Olhe, veja lá bem que se enganou no troco, ai essa cabeça, ufa, tome lá o dinheiro certinho que de certeza que me está a cobrar um preço justíssimo pelo que estou a comprar!")

- Quando depois de muito alguém teimar comigo, finalmente vê que eu é que tenho razão (aaahhh, aquele momento em que a expressão facial muda e a vergonha e o ódio se instalam...)

- Quando me dizem que não preciso de fazer dieta (pronto, pode ser mentira, mas sabe sempre bem, principalmente quando o primeiro pensamento é "Pois, mas a ti mal não te fazia")

- Quando alguém que sofre de DDC começa a ser ridículo (ora, para quem não sabe, DDC é uma grave doença crónica e para a qual ainda não encontraram uma cura: Dor De Cotovelo. É bonito de se ver quando alguém com esta maleita começa a criticar ou gozar com algo que é obviamente muito bom, mas como é inalcançável para o portador de DDC, ele decide atacar em força... e em notável parvoíce)

- Quando me tratam melhor só porque digo que sou "engenheira" (pois, eu sou licenciada, mas como soa melhor ser-se engenheiro, olha que seja, se por isso vou ter um melhor atendimento seja onde for)

4 de junho de 2010

Odeio... ser ignorada

Existem várias pessoas que gostam de viver isoladas no seu próprio mundinho, de passar o mais despercebidas possível e que de preferência ninguém lhes dirija a palavra. Pois bem, eu não sou uma dessas pessoas, e quando falo espero que me respondam, pois não gosto de ser ignorada...

Situações nas quais somos expostos a total ignoranço são mais frequentes do que possam imaginar, as vezes nem nos apercebemos que estamos a ser alvo deste ataque impiedoso, outras vezes é demasiado descarado para não darmos conta.

Quantas vezes num restaurante não chamamos o empregado que passa por nós e finge que não vê, apesar de apenas querermos a conta? Já me aconteceu ver um empregado parado no meio do restaurante, fazer sinal, ele ver dizer para esperar e fingir que está muito ocupado...

Quantas vezes estamos numa fila de um qualquer balcão de fast food e a empregada faz-nos esperar porque está a mandar mensagens no telemóvel ou a conversar com uma colega? E quantas vezes nessas mesmas filas não vem um qualquer espertinho e passa a frente como não existíssemos e fossemos insignificantes?

Quantas vezes não disseram olá a uma pessoa conhecida e ela fingiu que não vos viu? Só quando estamos mesmo perto e não há escapatória diz: "Ah olá. Estavas ai? Não te tinha visto!" Sim, claro... (ok, aqui tenho que confessar que também já fiz isto. Qualquer pessoa a determinado ponto da sua vida, com determinada pessoas, cometeu este pecado. Não vale a pena dizer que não).

Quantas vezes numa conversa não vos cortaram a palavra impedindo-vos de dizer o que queriam? Ou quando fazemos uma pergunta, esperamos e ninguém responde, depois voltamos a perguntar e se for preciso chamam-nos chatos por repetirmos a pergunta quando continuamos sem obter resposta...

Quantas vezes pedimos licença para passar e ninguém se desvia e vamos subindo o tom até estar quase gritar. E mesmo assim há quem não se mexa e sejamos obrigados a "dar um toquezinho de com licença".

Em todas estas situações pergunto-me, será que ninguém me consegue ver? Será que não sou real e vivo noutra realidade? E em todos esses momentos me apetece beliscar essas pessoas e dizer: “Desculpe, era só para saber se era real, por momentos pensei que tinha morrido e era apenas um fantasma...".

1 de junho de 2010

Odeio... gente que corta unhas e pêlos em público

Sim, eu sei, é um tema um tanto ou quanto nojento. É exactamente por isso que sinto a extrema necessidade de partilhar a minha aversão por este tipo de... coisa.

Começando pelas senhoras que, aproveitando o tempo de sobra que têm quando aguardam por um autocarro, decidem sacar da pinça e do espelhinho e ali no meio de toda a gente, começam a aparar as suas sobrancelhas e restantes pêlos faciais. Verdadeiramente repugnante.

Essas mesmas senhoras, também têm muito a mania de puxar da bela da lima, e começar a limar as suas unhas em público, seja nas paragens, seja no próprio transporte. E qual é o mal deste acto? O pó de unhas que esvoaça em direcção às pobres pessoas que estão à volta da criatura maldita que se lembrou de limar. Se não se sair dali coberto de pó, como se tivesse acabado de ter saído de uma mina, já estamos cheios de sorte.

Outra maravilha que ocorre muito nos dias de hoje, consiste em senhores desatarem a cortar as suas unhas em público, como se não pudessem fazê-lo na privacidade do lar. Deve ser influência de certas culturas, já que nas imensas feirinhas de artesanato que se fazem hoje em dia, é muito comum ver pessoas do médio oriente a cortarem as unhas dos pés em frente aos seus potenciais clientes... Delicioso. Então, como boa prática que é, decidiram adoptá-la também no nosso país. Haverá som mais enervante que o "click" do corta-unhas? Posso partilhar um episódio recente que vivi, em que, ao entrar para o autocarro, enquanto este não partia, o senhor motorista decidiu que seria uma boa altura para puxar do seu "corta-unhas/porta-chaves" (também uma invenção g-e-n-i-a-l) e aproveitar para aparar as unhacas.

Portanto, deixo aqui o meu apelo para todas estas pessoas nojentinhas do mundo, para que por favor, deixem de nos incomodar com coisas que seriam apenas aceitáveis se forem feitas em vossas casas (e bem escondidinhos)!