19 de maio de 2010

Odeio... Openspaces

Eu, tal como a maioria das pessoas, acho, dou muito valor ao meu espaço e odeio que invadam a minha "bolha", quer fisicamente, quer de outras formas. Que outras formas existem, perguntam? Existem outras maneiras de me incomodar, aliás existem bastantes outras formas de me incomodar, e os openspaces são o local mais propício para isso acontecer.

Quando uma pessoa trabalha num openspace não percebe exactamente o que isso significa. Não percebe que não está sozinho (tal como as pessoas que andam de transportes públicos) e que os seus colegas queridos não os únicos À sua volta. O que é que acontece então? Acontece que não se conseguem conter, e abrem a boca. O problema não é só abrir a boca, porque há pessoas que abrem a boca para respirar ou para falar calmamente, a um nível sonoro relativamente baixo e esporadicamente. O problema está quando abrem a boca apenas e só para fazer barulho, para falar altíssimo e dizer só parvoíces que não fazem sentido... mas isto A TODA A HORA! Mesmo a toda a hora. O que faz enlouquecer qualquer pessoa sã que se encontre perto. Faz com que a mais calma das personalidades perca o seu rumo e encontre o seu lado negro. Faz sentir as chamas do inferno a arder nas faces e fumo sair pelo nariz. Faz crescer um monstro dentro de nós que cresce e cresce (como o Hulk) e nos faz querer levantar da cadeira e começar a bater e bater até não sobrarem mais dentes e já não conseguirem falar mais. E depois disso ainda lhes enfiar a cabeça dentro de um balde de água gelada para lhes refrescar as ideias. Sobre este assunto, gostaria apenas de agradecer a estas pessoas tão conscientes e que respeitam o próximo, por estar cada vez mais surda, visto ser obrigada a colocar a música (nos fones, sim porque eu sei o que são fones e utilizo-os) com o volume bastante elevado de forma a NÃO vos ouvir! Muito obrigada!

Nos openspaces as pessoas também têm tendência para se esquecer que os outros também precisam de se sentar. Sempre que lhes apetece e alguém se ausentou, surripiam a cadeira e já está. Mas não haveria problema mais uma vez, se quando o respectivo dono chega e a cadeira fosse devolvida. Mas não vê-se a pessoa chegar, ignora-se, vê-se a pessoa em pé sem ter onde se sentar, ignora-se, rir-se por dentro e não se mexe um músculo (a não ser os músculos faciais, claro está, para se poder continuar em plena cavaqueira e conversa de café)... Ai ai ai... Que vontade...

De certeza que vocês, que tal como eu vão para o inferno, têm mais um milhão de razões para odiarem openspaces... Podem partilhar…

14 de maio de 2010

Odeio... Pombos e moscas

São animais que nos rodeiam no dia-a-dia. Estão presentes em todo o lado para onde vamos. E eu odeio-os!

Comecemos pelas moscas. Essas ficam particularmente mais chatas e nojentas no Verão. Invadem-nos a casa aos montes e são estúpidas ao ponto de não saberem voltar a sair pela janela quando enxotadas, devem preferir ser esmagadas ou borrifadas com spray. Posso ir para o inferno, mas ao menos não as mato, limito-me a andar a correr atrás delas com um pano a ver se as afugento, nunca com sucesso, obviamente. O meu ódio nem se deve tanto ao facto de esses bichinhos parvos andarem a chatear ou a pousar em tudo o que é sítio. O meu problema é quando as idiotas das moscas se põem umas em cima das outras, praticando o seu ritual de acasalamento, e ao as enxotarmos, surpresa! Elas continuam e voam agarradas! Portanto, é nojento ou é simplesmente a natureza no seu melhor? Acho que fui bastante clara no que penso...

Passando agora aos pombos, já fui daquelas pessoas que não percebia porque andavam pessoas na rua aos pontapés aos pobres animais, coitados, são passarinhos. Não, não são passarinhos, são piores que ratos imundos com asas. Esses também partilham com as moscas a sua estupidez imensa, já que quando vêem um carro na sua direcção, raramente se desviam, acabando esmagados no pavimento, geralmente deixando como toque de charme uma asa levantada que abana ao sabor do vento. Partilham também o fabuloso ritual de acasalamento, em que os machos se exibem de forma devassa às fêmeas, por vezes vários ao mesmo tempo, denotando-se uma perversão bem nojenta neste comportamento. Não sou nenhuma puritana, mas por favor, não é preciso andarem o ano todo nesta estupidez! Ao menos o raio das moscas é só no Verão. A causa de repulsa não é apenas este comportamento. Também tem a ver com os pombos se alimentarem de todo o tipo de lixo, apesar de haver umas velhinhas resistentes que se divertem em lhes levar comida. Aí também costuma ser o caos, pombos a voarem por todos os lados, quase a matarem-se por umas migalhinhas, indo contra as nossas cabeças... E por falar em cabeças, não é estupendo quando estes animais decidem fazer do nosso cabelo um alvo dos seus dejectos? Depois ainda há quem tenha muita pena que alguém ande pela cidade a espalhar milho "especial" para eles comerem e explodirem. Pelo menos foi o que ouvi dizer... E não me queixo, desde que não expludam com muito espalhafato e deixem tudo limpinho.

Resumindo, moscas e pombos, definitivamente não são os meus animais preferidos.

11 de maio de 2010

Odeio... Metro em hora de ponta

Andar de transportes pode se tornar bastante perturbador e o suficiente para tornar um bom dia num péssimo dia. Já aqui falei em situações que elevam ao extremo os níveis de irritabilidade de qualquer ser humano normal numa viagem de autocarro, agora vou falar um pouco sobre viajar na selva denominada metro...

Tal como referi andar de metro pode-se tornar uma aventura bastante selvagem e não no bom sentido. É num acto tão simples como ser transportado de um local para outro que as pessoas conseguem mostrar o seu lado mais primitivo e ignorante...

São capazes de perguntar, de que está esta rapariga para aqui a falar? E mais uma vez vos digo, experimentem andar no metro em hora de ponta e percebem logo do que falo. Sim, eu admito que nas horas de maior calmaria as pessoas andam mais calmas e não ocorrem incidentes de maior (excepto o facto de se ver pessoas bastante estranhas e freaks... mas esse tema fica para depois).

Voltando ao tema principal vamos reflectir um pouco sobre as situações surreais com que nos deparamos no dia-a-dia. O mais recorrente é a proximidade que as pessoas necessitam de ter da porta de saída. Devem sofrer de algum síndrome em que preferem ser esmagadas do que afastar-se da porta. Nada me irrita mais do que ir esmagada à entrada quando existe bastante espaço junto da porta contrária ou no meio da carruagem, mas que é impossível de alcançar devido à maré que se aglomera junto à entrada, principalmente junto ao poste de ferro (que obsessão, têm que andar sempre agarrados ao poste... É melhor nem comentar o que penso em relação a isto ihihihih).

Outra obsessão é o medo de sair para deixar as pessoas passarem. Suponho que este medo esteja relacionado com pensar que depois não conseguem voltar a entrar, o que eu até compreendo, visto que para as pessoas que estão na paragem não interessa se aquelas já lá estavam dentro, o que interessa é que elas querem entrar... Aqui entra o instinto primitivo e de sobrevivência, em que é cada um por si e não há regras, o único objectivo é entrar, não interessa quem estava primeiro, nem se é necessário esmagar alguém pelo caminho. Ninguém respeita ninguém e todos acham que têm mais direitos que os restantes. Já me aconteceu sair e encostar-me para dar passagem e uma pessoa atrás de mim quase passar por cima para entrar primeiro. Outro facto bastante irritante que advém desta necessidade de entrar primeiro é não se deixar espaço para as pessoas saírem do metro! Que irritante! Dá vontade de começar à pancada...

Odeio ser esmagada! Odeio que me passem à frente! Odeio que me empurrem! Odeio não ter lugar! Odeio ter que estar em contacto físico com desconhecidos! Odeio a hora de ponta!

É quase impossível ficar de bom humor perante tudo isto. De certeza que estas pessoas "me, me, me" vão direitinhas para o sitio que nós sabemos...

6 de maio de 2010

Odeio... Velhos desocupados

Ora este meu velho e bom ódio de estimação começou ainda era eu uma pequenita, vindo feliz e contente da minha escola. Tendo que apanhar um autocarro para efectuar o percurso para casa, tinha que carregar o meu mochilão com uns dez quilos às costas. Estando os autocarros apinhados de gente, para minha infelicidade muitas vezes tinha que ir em pé. Além de ir uns trinta minutos a aguentar o peso da mochila, em pé, a tentar equilibrar-me em cada curva ou travagem, que agradável era ouvir a melodiosa voz das velhinhas e velhinhos a dizerem "Raios das mochilas, sinceramente, vêm para aqui estes miúdos com estas porcarias e uma pessoa nem se pode mexer!". Ah, bons velhos tempos...

E esta questão das mochilas leva-nos directamente a outra irritação profunda. Porque escolhem os velhinhos a hora de ponta para andarem nas suas voltinhas de autocarro, sem destino aparente, só mesmo para ocupar os lugares e chatear o pessoal? É realmente irritante quando estamos à espera de um maldito autocarro há mais de meia hora, chega um velho, e quando o autocarro finalmente aparece, quem é que entra primeiro, a atropelar toda a gente que teoricamente estaria à sua frente? E os lugares reservados à frente, que geralmente vão vazios não chegam... Claro que não, atrás são muito mais giros, dá para ver a paisagem lá do alto! Então tentam obrigar as pessoas a levantarem-se quando têm lugares vagos mas na frente do autocarro.

E há sempre os famosos velhos tarados, prontos a exibirem-se a qualquer momento ou a aproveitarem travagens no autocarro para se encostarem estrategicamente a alguma jovenzinha simpática. Isto quando não decidem ficar às sete da manhã nas esquinas estratégicas, prontos a atacar com panfletos anti aborto ou de testemunhas de Jeová.

E para terminar, velhinhas que nos vêm na rua e mencionam "Ah que gira, com tantas borbulhas" ou "Ora, está mais gorda desde a última vez que a vi!", também fazem a minha escala de nervos subir em flecha.

5 de maio de 2010

Odeio... Gente que não se manca nos autocarros!

Odeio. Odeio é uma boa palavra para começar esta série de situações irritantes com que me deparo todos os dias e que me faz pensar se efectivamente não anda tudo louco.

Pois bem, nesta primeira descarga de frustrações vamos falar de autocarros. Sim, autocarros. Pensem em autocarros. O que é que odeiam mais que as outras pessoas façam nos autocarros? Eu odeio pessoas que ouvem música alta no autocarro, alias, não é só a música em volume elevado que odeio, também odeio que cantem ou falem alto! As pessoas não podem simplesmente ficar caladinhas no seu mundinho, tal como eu? Sinceramente? É assim tão dificil? Quem lhes disse que eu quero ouvir o mesmo que elas, ou saber das suas vidas ou ouvi-las a cantar aos meus ouvidos! Por favor! Podem achar que estou a exagerar e que ninguém faz isso, mas isso só significa que não andam de autocarro! Porque se andassem, pelo menos mais do que uma vez por vez saberiam do que falo.

Não compreendo o que leva uma pessoa a ligar a sua musiquinha e ficar muito descontraidamente a ouvir como se estivessem em casa. Hello!! Olhem à vossa volta! De certeza que vêem muito olhar de ódio. Não, não é imaginação! As pessoas odeiam-vos mesmo! Será que são surdas? Mas se são surdas não ligavam a música, não é? Será que não percebem que o som não sai dos fones? Não me parece que seja isto porque... não há fones! Será que não percebem que não há fones? Bem, isso leva-me à próxima pergunta. Será que são parvas e idiotas? Claramente... Também já ouvi casalinhos atrás de mim a cantar um para outro, tal qual dois pombinhos enamorados. A sério!? Haja paciência! Quem é que quer ouvir esse tipo de coisas?

Falar no autocarro até considero normal, agora falar em altos berros, para todo o autocarro ouvir e durante uma hora e meia de viagem? Really? Dá vontade de espancar! E se para além de falarem alto ainda puserem música alto e comentarem alto ao telefone, ainda melhor. E se para além disso a música for pimba e for de manhã, então a festa está completa. Garantidamente vão haver olhares de ódio, e provavelmente um soco a acompanhar.

Este é um conselho para todos os que andam de autocarro. Olhem à volta! Vocês não estão sozinhos! E também não estão na vossa casa! Não chateiem! Se não sabem conviver em sociedade, andem a pé! Não há pachorra!

Sei que com esta agressividade toda possivelmente vou para o inferno. Guess what? Não vou sozinha! Todos vocês dos olhares de ódio vão comigo.

Vou para o inferno!

Ora já sendo de conhecimento público que inevitavelmente irei para o inferno, mais vale expor as situações que me irritam profundamente...

Quando me apetece dizer uma grande verdade, lá vem o inevitável "Oh! Tu vais para o inferno!". Pois bem, sei que todos (pronto, ou quase todos) pensamos da mesma forma, mesmo que façam o ar chocado e não concordem verbalmente comigo. Sendo assim, terei o maior gosto de esperar por todos vocês no inferno!

Posso esperar sentadinha, mas o certo é que todos iremos para lá!