5 de setembro de 2010

Odeio... discussões no trânsito

Um dia destes apercebi-me que um dos caminhos mais fácil para ir parar ao inferno é conduzir. Não percebem porquê? É muito simples. A conduzir, as pessoas soltam a besta que há dentro de si e perdem completamente o controlo. Até pessoas normalmente calmas, no trânsito transformam-se e são capazes das maiores atrocidades.

Quem nunca assistiu a uma discussão no trânsito? Duvido que exista alguém, pelo menos alguém que more, estude, trabalhe ou simplesmente passe por Lisboa. E a maior parte delas nem nos apercebemos de quem tem razão, porque ao fim de um minuto já ninguém a tem.

Já assisti a pessoas a fotografarem com o telemóvel o outro carro, pessoas a atravessarem três faixas numa rotunda sem sequer olhar e ralharem, com os restantes condutores que seguem as regras e por infelicidade do destino se atravessam no seu caminho, como se tivessem toda a razão do mundo. E mais recentemente após uma discussão feia no meio da rua, em que a estrada ficou bloqueada, um dos condutores enraivecidos chegar o carro à frente, por a marcha atrás, e dar uma grande pancada no outro carro e fugir.

Nunca se sabe o que pode acontecer numa discussão de trânsito e infelizmente os casos de que se ouve falar, de uma das partes sacar de uma arma e matar o outro condutor no meio da estrada, não acontecem apenas nas novelas, muito pelo contrário. Estas situações são cada vez mais reais. As pessoas perderam a noção da realidade e do que está certo e errado. Não há paciência nem tolerância. Não é só a policia que dá tolerância zero aos condutores. Eles próprios têm tolerância zero uns com os outros...

13 de agosto de 2010

Odeio TANTO pessoas

Hoje particularmente estou a odiar ainda mais a pessoa que geralmente odeio muito. Será possível? Oh mas claro que é!

Aqui fica só um pequeno excerto dos meus sentimentos, via música. É só para verem o que seria a vida se tivesse banda sonora, imaginando-se assim o desejo de matança que hoje despontou em mim quando vi essa "coisa":

12 de agosto de 2010

Concurso: A Pessoa Mais Generosa De Portugal!

Ora muito bem, como sei que o título de "A Pessoa Mais..." fica sempre bem no currículo de qualquer pessoa (pronto, desde que seja a mais "qualquer coisa de bom ou que gere orgulho", obviamente!), lanço aqui neste blog o magnífico e prestigiado concurso "A Pessoa Mais Generosa de Portugal".

É muito muito simples a sua participação, caro concorrente! Basta enviar um comentário com o que está disposto a oferecer à Miúda do Demo. Dispenso porrada, ofensas e afins, aqui neste concurso só se quer ofertas bem boas.

Portanto, a pessoa que tiver a mais brilhante ideia do que me pretende oferecer, ganhará o cobiçado título de generosidade extrema nacional.

Aproveite já e lance a sua ideia, estou cá para esfregar as mãozinhas de contentamento com o que para aí virá!

9 de agosto de 2010

Odeio... ir ao cabeleireiro

Este fim-de-semana fui ao cabeleireiro e relembrei-me de todos os motivos pelos quais não gosto de lá ir. Pode parecer estranho uma miúda não gostar de tal local, mas é a pura das verdades.

Tem as suas coisas boas, claro: as massagens ao couro cabeludo, o cheirinho a champôs, cremes e afins e o resultado final. Sair com um novo look e uma nova força para enfrentar o mundo.

No entanto, às vezes acontece, tal como desta vez, sair de lá mais esgotada do que se tivesse estado a correr a maratona. Acham impossível? Experimentem entrar às dez da manhã e sair às três da tarde. Dava cabo de qualquer um. O mais irritante é ter perguntado quanto tempo demorava e dizerem-me: Meia horinha. Pois, meia horinha x 5 só se for. Esqueceram-se foi de me dizer essa parte. Para além de demorou mais três horas para ficar despachada. Se vos passar pela cabeça fazerem madeixas, não o façam, é um conselho. Principalmente se for com a famosa “touca”. Ui a touca! Mais baratinha que as “pratas” (mais conhecido nas cozinhas de todo o país como papel de alumínio), mas que arrepanha o cabelo até fazer os olhos lacrimejar de tanta dor e nos faz parecer umas bruxas loucas e evadidas do asilo.

Para além do tempo de espera, também odeio a típica característica de "antro da codrilhice" que são esses locais. Como é possível? Toda a gente se conhece, e sabe da vida de todos. Meu Deus! Para não falar do “too much information” que corre por lá, com os pormenores das doenças de toda a gente a virem à baila, factos bem nojentos que poderiam perfeitamente ficar na obscuridade.

Pior mesmo é quando nos calha uma cabeleireira com ar de buldogue, completamente enfastiada e com um certo toque de ódio por nós no olhar. Aí sim, sabemos que vamos sofrer à brava, desde depilações dolorosas, a enterrar de unhas na cabeça ao lavar o cabelo, e finalizando com queimaduras superficiais ao secar.

Saí tão esgotada que fiquei cheia de dores de cabeça e tive que ir dormir a sesta.

Odeio estes estabelecimentos do demo.

Objectivo: Encontrar um cabeleireiro onde me sinta bem e não seja exageradamente caro.

Odeio... Snobs

Aquela personagenzinha do "Projecto Moda" que disse no programa de ontem que os concorrentes não sabiam o que era andar de barco...? Tipo, what? Ai credo que eles (e eu) não pertencemos à nobreza e não temos um iate para andar ao fim de semana. Sim, iate, não me parece que o tal senhor estivesse a falar de cacilheiros ou aqueles barquinhos insufláveis. Bolas, que frustração! E algo que me preocupa e ocupa a cabecinha é... como será que essas pessoas (as que sabem o que é andar de barco) se vestem? Uhm...

6 de agosto de 2010

Consultório do Ódio: Mensagem de um fã

Que feliz fiquei em saber que já há quem se dedique ao ódio alheio! Sendo assim, aqui fica a transcrição da mensagem de ódio enviada por um fã muito atento e também algo revoltado:

"Odeio gente mole!!!!

Se há coisa para a qual não tenho a mais pequena ponta de pachorra é gente mole, lenta, que engonha por tudo e por nada.
Gente que para decidir fazer qualquer coisa é preciso que o tico e o teco enviem um pedido com o formulário xpto com selo branco das instâncias superiores.

Gente que no durante o horário de expediente não faz um cú do que era suposto, (ok isso até aceito), mas faz questão de dar a entender isso, fazendo e falando de coisas que nada têm a ver como reservar hotéis falar de m****s que não interessam ao menino Jesus.
É certo que neste momento não estou a fazer o que era suposto, mas pelo menos não dou a entender isso, e serve para descarregar as minhas amarguras antes que desate à chapada a meio mundo.

Com isto despeço-me"

Ora caro amigo, tenha calma e respire fundo. Neste belo país que é o nosso ninguém faz o que deve, ninguém trabalha como deve de ser... Mas também, com o raio de incentivos que temos, o que se pode mais esperar? Ignore essa gentinha que é o melhor que tem a fazer e continue a fingir que trabalha muito mais que eles (enquanto escreve mais coisinhas aqui para o blog!).

18 de julho de 2010

Odeio... faltas de respeito por... livros

Livros. Algo tão banal e ao mesmo tempo tão importante, com tanto significado. Um livro pode conter um mundo inteiro, um universo inteiro, uma vida inteira... Pode ser um portal mágico para um novo mundo, pode conter a maior das aventuras ou a mais romântica das histórias de amor, ou pode ser apenas um objecto. Eu escolhi a primeira opção, contudo muitas são as pobres almas que se ficam pela segunda hipótese e apenas veêm o que está por fora. Mas mesmo essas não veêm muito bem...

De que estou a falar? É muito simples. Foram a uma livraria recentemente? Se repararem bem, vão ver a quantidade de livros marcados pelas fitas utilizadas no transporte, as capas dobradas, sujas e mais uma infinidade de defeitos. Para muitas pessoas isso não interessa, mas para mim é muito importante. Odeio faltas de respeito para com os livros e odeio que gozem com a minha cara enquanto leitora e consumidora.

Recentemente algumas editoras descobriram, o que suponho que seja, uma forma mais económica de produzir livros. Basicamente controiem o livro com uma capa rija de uma cor só, sem nada escrito, sem nenhuma identificação. Depois imprimem uma capa e colocam no livro. Assim, se essa folhinha de papel se estragar ficas sem conseguir identificar o livro. Para os amantes de livros, eu incluida, isto é uma piada de mau gosto. Como manifestação do meu desagrado, e tendo plena consciência que para as editoras é completamente indiferente, recuso-me comprar livros impressos desta forma...

Sei que não estou sozinha nesta luta (espero...). A continuar assim as editoras (ou quem quer que seja o responsável) vão arder no fogo do inferno... e eu vou estar lá para assistir... Muahahahahah

30 de junho de 2010

Adoro...

- Quando se enganam no troco e me dão dinheiro a mais (sim, não sou uma anjinha que diga "Olhe, veja lá bem que se enganou no troco, ai essa cabeça, ufa, tome lá o dinheiro certinho que de certeza que me está a cobrar um preço justíssimo pelo que estou a comprar!")

- Quando depois de muito alguém teimar comigo, finalmente vê que eu é que tenho razão (aaahhh, aquele momento em que a expressão facial muda e a vergonha e o ódio se instalam...)

- Quando me dizem que não preciso de fazer dieta (pronto, pode ser mentira, mas sabe sempre bem, principalmente quando o primeiro pensamento é "Pois, mas a ti mal não te fazia")

- Quando alguém que sofre de DDC começa a ser ridículo (ora, para quem não sabe, DDC é uma grave doença crónica e para a qual ainda não encontraram uma cura: Dor De Cotovelo. É bonito de se ver quando alguém com esta maleita começa a criticar ou gozar com algo que é obviamente muito bom, mas como é inalcançável para o portador de DDC, ele decide atacar em força... e em notável parvoíce)

- Quando me tratam melhor só porque digo que sou "engenheira" (pois, eu sou licenciada, mas como soa melhor ser-se engenheiro, olha que seja, se por isso vou ter um melhor atendimento seja onde for)

4 de junho de 2010

Odeio... ser ignorada

Existem várias pessoas que gostam de viver isoladas no seu próprio mundinho, de passar o mais despercebidas possível e que de preferência ninguém lhes dirija a palavra. Pois bem, eu não sou uma dessas pessoas, e quando falo espero que me respondam, pois não gosto de ser ignorada...

Situações nas quais somos expostos a total ignoranço são mais frequentes do que possam imaginar, as vezes nem nos apercebemos que estamos a ser alvo deste ataque impiedoso, outras vezes é demasiado descarado para não darmos conta.

Quantas vezes num restaurante não chamamos o empregado que passa por nós e finge que não vê, apesar de apenas querermos a conta? Já me aconteceu ver um empregado parado no meio do restaurante, fazer sinal, ele ver dizer para esperar e fingir que está muito ocupado...

Quantas vezes estamos numa fila de um qualquer balcão de fast food e a empregada faz-nos esperar porque está a mandar mensagens no telemóvel ou a conversar com uma colega? E quantas vezes nessas mesmas filas não vem um qualquer espertinho e passa a frente como não existíssemos e fossemos insignificantes?

Quantas vezes não disseram olá a uma pessoa conhecida e ela fingiu que não vos viu? Só quando estamos mesmo perto e não há escapatória diz: "Ah olá. Estavas ai? Não te tinha visto!" Sim, claro... (ok, aqui tenho que confessar que também já fiz isto. Qualquer pessoa a determinado ponto da sua vida, com determinada pessoas, cometeu este pecado. Não vale a pena dizer que não).

Quantas vezes numa conversa não vos cortaram a palavra impedindo-vos de dizer o que queriam? Ou quando fazemos uma pergunta, esperamos e ninguém responde, depois voltamos a perguntar e se for preciso chamam-nos chatos por repetirmos a pergunta quando continuamos sem obter resposta...

Quantas vezes pedimos licença para passar e ninguém se desvia e vamos subindo o tom até estar quase gritar. E mesmo assim há quem não se mexa e sejamos obrigados a "dar um toquezinho de com licença".

Em todas estas situações pergunto-me, será que ninguém me consegue ver? Será que não sou real e vivo noutra realidade? E em todos esses momentos me apetece beliscar essas pessoas e dizer: “Desculpe, era só para saber se era real, por momentos pensei que tinha morrido e era apenas um fantasma...".

1 de junho de 2010

Odeio... gente que corta unhas e pêlos em público

Sim, eu sei, é um tema um tanto ou quanto nojento. É exactamente por isso que sinto a extrema necessidade de partilhar a minha aversão por este tipo de... coisa.

Começando pelas senhoras que, aproveitando o tempo de sobra que têm quando aguardam por um autocarro, decidem sacar da pinça e do espelhinho e ali no meio de toda a gente, começam a aparar as suas sobrancelhas e restantes pêlos faciais. Verdadeiramente repugnante.

Essas mesmas senhoras, também têm muito a mania de puxar da bela da lima, e começar a limar as suas unhas em público, seja nas paragens, seja no próprio transporte. E qual é o mal deste acto? O pó de unhas que esvoaça em direcção às pobres pessoas que estão à volta da criatura maldita que se lembrou de limar. Se não se sair dali coberto de pó, como se tivesse acabado de ter saído de uma mina, já estamos cheios de sorte.

Outra maravilha que ocorre muito nos dias de hoje, consiste em senhores desatarem a cortar as suas unhas em público, como se não pudessem fazê-lo na privacidade do lar. Deve ser influência de certas culturas, já que nas imensas feirinhas de artesanato que se fazem hoje em dia, é muito comum ver pessoas do médio oriente a cortarem as unhas dos pés em frente aos seus potenciais clientes... Delicioso. Então, como boa prática que é, decidiram adoptá-la também no nosso país. Haverá som mais enervante que o "click" do corta-unhas? Posso partilhar um episódio recente que vivi, em que, ao entrar para o autocarro, enquanto este não partia, o senhor motorista decidiu que seria uma boa altura para puxar do seu "corta-unhas/porta-chaves" (também uma invenção g-e-n-i-a-l) e aproveitar para aparar as unhacas.

Portanto, deixo aqui o meu apelo para todas estas pessoas nojentinhas do mundo, para que por favor, deixem de nos incomodar com coisas que seriam apenas aceitáveis se forem feitas em vossas casas (e bem escondidinhos)!

19 de maio de 2010

Odeio... Openspaces

Eu, tal como a maioria das pessoas, acho, dou muito valor ao meu espaço e odeio que invadam a minha "bolha", quer fisicamente, quer de outras formas. Que outras formas existem, perguntam? Existem outras maneiras de me incomodar, aliás existem bastantes outras formas de me incomodar, e os openspaces são o local mais propício para isso acontecer.

Quando uma pessoa trabalha num openspace não percebe exactamente o que isso significa. Não percebe que não está sozinho (tal como as pessoas que andam de transportes públicos) e que os seus colegas queridos não os únicos À sua volta. O que é que acontece então? Acontece que não se conseguem conter, e abrem a boca. O problema não é só abrir a boca, porque há pessoas que abrem a boca para respirar ou para falar calmamente, a um nível sonoro relativamente baixo e esporadicamente. O problema está quando abrem a boca apenas e só para fazer barulho, para falar altíssimo e dizer só parvoíces que não fazem sentido... mas isto A TODA A HORA! Mesmo a toda a hora. O que faz enlouquecer qualquer pessoa sã que se encontre perto. Faz com que a mais calma das personalidades perca o seu rumo e encontre o seu lado negro. Faz sentir as chamas do inferno a arder nas faces e fumo sair pelo nariz. Faz crescer um monstro dentro de nós que cresce e cresce (como o Hulk) e nos faz querer levantar da cadeira e começar a bater e bater até não sobrarem mais dentes e já não conseguirem falar mais. E depois disso ainda lhes enfiar a cabeça dentro de um balde de água gelada para lhes refrescar as ideias. Sobre este assunto, gostaria apenas de agradecer a estas pessoas tão conscientes e que respeitam o próximo, por estar cada vez mais surda, visto ser obrigada a colocar a música (nos fones, sim porque eu sei o que são fones e utilizo-os) com o volume bastante elevado de forma a NÃO vos ouvir! Muito obrigada!

Nos openspaces as pessoas também têm tendência para se esquecer que os outros também precisam de se sentar. Sempre que lhes apetece e alguém se ausentou, surripiam a cadeira e já está. Mas não haveria problema mais uma vez, se quando o respectivo dono chega e a cadeira fosse devolvida. Mas não vê-se a pessoa chegar, ignora-se, vê-se a pessoa em pé sem ter onde se sentar, ignora-se, rir-se por dentro e não se mexe um músculo (a não ser os músculos faciais, claro está, para se poder continuar em plena cavaqueira e conversa de café)... Ai ai ai... Que vontade...

De certeza que vocês, que tal como eu vão para o inferno, têm mais um milhão de razões para odiarem openspaces... Podem partilhar…

14 de maio de 2010

Odeio... Pombos e moscas

São animais que nos rodeiam no dia-a-dia. Estão presentes em todo o lado para onde vamos. E eu odeio-os!

Comecemos pelas moscas. Essas ficam particularmente mais chatas e nojentas no Verão. Invadem-nos a casa aos montes e são estúpidas ao ponto de não saberem voltar a sair pela janela quando enxotadas, devem preferir ser esmagadas ou borrifadas com spray. Posso ir para o inferno, mas ao menos não as mato, limito-me a andar a correr atrás delas com um pano a ver se as afugento, nunca com sucesso, obviamente. O meu ódio nem se deve tanto ao facto de esses bichinhos parvos andarem a chatear ou a pousar em tudo o que é sítio. O meu problema é quando as idiotas das moscas se põem umas em cima das outras, praticando o seu ritual de acasalamento, e ao as enxotarmos, surpresa! Elas continuam e voam agarradas! Portanto, é nojento ou é simplesmente a natureza no seu melhor? Acho que fui bastante clara no que penso...

Passando agora aos pombos, já fui daquelas pessoas que não percebia porque andavam pessoas na rua aos pontapés aos pobres animais, coitados, são passarinhos. Não, não são passarinhos, são piores que ratos imundos com asas. Esses também partilham com as moscas a sua estupidez imensa, já que quando vêem um carro na sua direcção, raramente se desviam, acabando esmagados no pavimento, geralmente deixando como toque de charme uma asa levantada que abana ao sabor do vento. Partilham também o fabuloso ritual de acasalamento, em que os machos se exibem de forma devassa às fêmeas, por vezes vários ao mesmo tempo, denotando-se uma perversão bem nojenta neste comportamento. Não sou nenhuma puritana, mas por favor, não é preciso andarem o ano todo nesta estupidez! Ao menos o raio das moscas é só no Verão. A causa de repulsa não é apenas este comportamento. Também tem a ver com os pombos se alimentarem de todo o tipo de lixo, apesar de haver umas velhinhas resistentes que se divertem em lhes levar comida. Aí também costuma ser o caos, pombos a voarem por todos os lados, quase a matarem-se por umas migalhinhas, indo contra as nossas cabeças... E por falar em cabeças, não é estupendo quando estes animais decidem fazer do nosso cabelo um alvo dos seus dejectos? Depois ainda há quem tenha muita pena que alguém ande pela cidade a espalhar milho "especial" para eles comerem e explodirem. Pelo menos foi o que ouvi dizer... E não me queixo, desde que não expludam com muito espalhafato e deixem tudo limpinho.

Resumindo, moscas e pombos, definitivamente não são os meus animais preferidos.

11 de maio de 2010

Odeio... Metro em hora de ponta

Andar de transportes pode se tornar bastante perturbador e o suficiente para tornar um bom dia num péssimo dia. Já aqui falei em situações que elevam ao extremo os níveis de irritabilidade de qualquer ser humano normal numa viagem de autocarro, agora vou falar um pouco sobre viajar na selva denominada metro...

Tal como referi andar de metro pode-se tornar uma aventura bastante selvagem e não no bom sentido. É num acto tão simples como ser transportado de um local para outro que as pessoas conseguem mostrar o seu lado mais primitivo e ignorante...

São capazes de perguntar, de que está esta rapariga para aqui a falar? E mais uma vez vos digo, experimentem andar no metro em hora de ponta e percebem logo do que falo. Sim, eu admito que nas horas de maior calmaria as pessoas andam mais calmas e não ocorrem incidentes de maior (excepto o facto de se ver pessoas bastante estranhas e freaks... mas esse tema fica para depois).

Voltando ao tema principal vamos reflectir um pouco sobre as situações surreais com que nos deparamos no dia-a-dia. O mais recorrente é a proximidade que as pessoas necessitam de ter da porta de saída. Devem sofrer de algum síndrome em que preferem ser esmagadas do que afastar-se da porta. Nada me irrita mais do que ir esmagada à entrada quando existe bastante espaço junto da porta contrária ou no meio da carruagem, mas que é impossível de alcançar devido à maré que se aglomera junto à entrada, principalmente junto ao poste de ferro (que obsessão, têm que andar sempre agarrados ao poste... É melhor nem comentar o que penso em relação a isto ihihihih).

Outra obsessão é o medo de sair para deixar as pessoas passarem. Suponho que este medo esteja relacionado com pensar que depois não conseguem voltar a entrar, o que eu até compreendo, visto que para as pessoas que estão na paragem não interessa se aquelas já lá estavam dentro, o que interessa é que elas querem entrar... Aqui entra o instinto primitivo e de sobrevivência, em que é cada um por si e não há regras, o único objectivo é entrar, não interessa quem estava primeiro, nem se é necessário esmagar alguém pelo caminho. Ninguém respeita ninguém e todos acham que têm mais direitos que os restantes. Já me aconteceu sair e encostar-me para dar passagem e uma pessoa atrás de mim quase passar por cima para entrar primeiro. Outro facto bastante irritante que advém desta necessidade de entrar primeiro é não se deixar espaço para as pessoas saírem do metro! Que irritante! Dá vontade de começar à pancada...

Odeio ser esmagada! Odeio que me passem à frente! Odeio que me empurrem! Odeio não ter lugar! Odeio ter que estar em contacto físico com desconhecidos! Odeio a hora de ponta!

É quase impossível ficar de bom humor perante tudo isto. De certeza que estas pessoas "me, me, me" vão direitinhas para o sitio que nós sabemos...

6 de maio de 2010

Odeio... Velhos desocupados

Ora este meu velho e bom ódio de estimação começou ainda era eu uma pequenita, vindo feliz e contente da minha escola. Tendo que apanhar um autocarro para efectuar o percurso para casa, tinha que carregar o meu mochilão com uns dez quilos às costas. Estando os autocarros apinhados de gente, para minha infelicidade muitas vezes tinha que ir em pé. Além de ir uns trinta minutos a aguentar o peso da mochila, em pé, a tentar equilibrar-me em cada curva ou travagem, que agradável era ouvir a melodiosa voz das velhinhas e velhinhos a dizerem "Raios das mochilas, sinceramente, vêm para aqui estes miúdos com estas porcarias e uma pessoa nem se pode mexer!". Ah, bons velhos tempos...

E esta questão das mochilas leva-nos directamente a outra irritação profunda. Porque escolhem os velhinhos a hora de ponta para andarem nas suas voltinhas de autocarro, sem destino aparente, só mesmo para ocupar os lugares e chatear o pessoal? É realmente irritante quando estamos à espera de um maldito autocarro há mais de meia hora, chega um velho, e quando o autocarro finalmente aparece, quem é que entra primeiro, a atropelar toda a gente que teoricamente estaria à sua frente? E os lugares reservados à frente, que geralmente vão vazios não chegam... Claro que não, atrás são muito mais giros, dá para ver a paisagem lá do alto! Então tentam obrigar as pessoas a levantarem-se quando têm lugares vagos mas na frente do autocarro.

E há sempre os famosos velhos tarados, prontos a exibirem-se a qualquer momento ou a aproveitarem travagens no autocarro para se encostarem estrategicamente a alguma jovenzinha simpática. Isto quando não decidem ficar às sete da manhã nas esquinas estratégicas, prontos a atacar com panfletos anti aborto ou de testemunhas de Jeová.

E para terminar, velhinhas que nos vêm na rua e mencionam "Ah que gira, com tantas borbulhas" ou "Ora, está mais gorda desde a última vez que a vi!", também fazem a minha escala de nervos subir em flecha.

5 de maio de 2010

Odeio... Gente que não se manca nos autocarros!

Odeio. Odeio é uma boa palavra para começar esta série de situações irritantes com que me deparo todos os dias e que me faz pensar se efectivamente não anda tudo louco.

Pois bem, nesta primeira descarga de frustrações vamos falar de autocarros. Sim, autocarros. Pensem em autocarros. O que é que odeiam mais que as outras pessoas façam nos autocarros? Eu odeio pessoas que ouvem música alta no autocarro, alias, não é só a música em volume elevado que odeio, também odeio que cantem ou falem alto! As pessoas não podem simplesmente ficar caladinhas no seu mundinho, tal como eu? Sinceramente? É assim tão dificil? Quem lhes disse que eu quero ouvir o mesmo que elas, ou saber das suas vidas ou ouvi-las a cantar aos meus ouvidos! Por favor! Podem achar que estou a exagerar e que ninguém faz isso, mas isso só significa que não andam de autocarro! Porque se andassem, pelo menos mais do que uma vez por vez saberiam do que falo.

Não compreendo o que leva uma pessoa a ligar a sua musiquinha e ficar muito descontraidamente a ouvir como se estivessem em casa. Hello!! Olhem à vossa volta! De certeza que vêem muito olhar de ódio. Não, não é imaginação! As pessoas odeiam-vos mesmo! Será que são surdas? Mas se são surdas não ligavam a música, não é? Será que não percebem que o som não sai dos fones? Não me parece que seja isto porque... não há fones! Será que não percebem que não há fones? Bem, isso leva-me à próxima pergunta. Será que são parvas e idiotas? Claramente... Também já ouvi casalinhos atrás de mim a cantar um para outro, tal qual dois pombinhos enamorados. A sério!? Haja paciência! Quem é que quer ouvir esse tipo de coisas?

Falar no autocarro até considero normal, agora falar em altos berros, para todo o autocarro ouvir e durante uma hora e meia de viagem? Really? Dá vontade de espancar! E se para além de falarem alto ainda puserem música alto e comentarem alto ao telefone, ainda melhor. E se para além disso a música for pimba e for de manhã, então a festa está completa. Garantidamente vão haver olhares de ódio, e provavelmente um soco a acompanhar.

Este é um conselho para todos os que andam de autocarro. Olhem à volta! Vocês não estão sozinhos! E também não estão na vossa casa! Não chateiem! Se não sabem conviver em sociedade, andem a pé! Não há pachorra!

Sei que com esta agressividade toda possivelmente vou para o inferno. Guess what? Não vou sozinha! Todos vocês dos olhares de ódio vão comigo.

Vou para o inferno!

Ora já sendo de conhecimento público que inevitavelmente irei para o inferno, mais vale expor as situações que me irritam profundamente...

Quando me apetece dizer uma grande verdade, lá vem o inevitável "Oh! Tu vais para o inferno!". Pois bem, sei que todos (pronto, ou quase todos) pensamos da mesma forma, mesmo que façam o ar chocado e não concordem verbalmente comigo. Sendo assim, terei o maior gosto de esperar por todos vocês no inferno!

Posso esperar sentadinha, mas o certo é que todos iremos para lá!