6 de maio de 2010

Odeio... Velhos desocupados

Ora este meu velho e bom ódio de estimação começou ainda era eu uma pequenita, vindo feliz e contente da minha escola. Tendo que apanhar um autocarro para efectuar o percurso para casa, tinha que carregar o meu mochilão com uns dez quilos às costas. Estando os autocarros apinhados de gente, para minha infelicidade muitas vezes tinha que ir em pé. Além de ir uns trinta minutos a aguentar o peso da mochila, em pé, a tentar equilibrar-me em cada curva ou travagem, que agradável era ouvir a melodiosa voz das velhinhas e velhinhos a dizerem "Raios das mochilas, sinceramente, vêm para aqui estes miúdos com estas porcarias e uma pessoa nem se pode mexer!". Ah, bons velhos tempos...

E esta questão das mochilas leva-nos directamente a outra irritação profunda. Porque escolhem os velhinhos a hora de ponta para andarem nas suas voltinhas de autocarro, sem destino aparente, só mesmo para ocupar os lugares e chatear o pessoal? É realmente irritante quando estamos à espera de um maldito autocarro há mais de meia hora, chega um velho, e quando o autocarro finalmente aparece, quem é que entra primeiro, a atropelar toda a gente que teoricamente estaria à sua frente? E os lugares reservados à frente, que geralmente vão vazios não chegam... Claro que não, atrás são muito mais giros, dá para ver a paisagem lá do alto! Então tentam obrigar as pessoas a levantarem-se quando têm lugares vagos mas na frente do autocarro.

E há sempre os famosos velhos tarados, prontos a exibirem-se a qualquer momento ou a aproveitarem travagens no autocarro para se encostarem estrategicamente a alguma jovenzinha simpática. Isto quando não decidem ficar às sete da manhã nas esquinas estratégicas, prontos a atacar com panfletos anti aborto ou de testemunhas de Jeová.

E para terminar, velhinhas que nos vêm na rua e mencionam "Ah que gira, com tantas borbulhas" ou "Ora, está mais gorda desde a última vez que a vi!", também fazem a minha escala de nervos subir em flecha.

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